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Barraca Crocobeach, costuma ordenar agressões aos vendedores ambulantes (vídeos)

Escrito por Junior Pentecoste Ligado . Publicado em Ceará

 
A manifestação popular contra as agressões aos vendedores ambulantes, ordenadas pela Barraca Crocobeach em Fortaleza-CE, foi pacífica e ordeira por parte dos integrantes e da sociedade que está revoltada com os abusos praticados pela Barraca Crocobeach, através de seus funcionários e seguranças (que cumprem ordem da direção).
 
A manifestação aconteceu na faixa da praia, enfrente a barraca e também com carro de som que estacionou na calçada da entrada principal da barraca.
 
Nas redes sociais, em uma página do Facebook, foi criada a Farofada Beach com o intuito de chamar atenção da sociedade e da população indignada com essas barbáries praticada contra os vendedores ambulantes.
 
 
"Ei, vamos pra Crocobeach domingo?
Venha de biquíni, traga o protetor solar, mas principalmente, tire da gaveta sua indignação e sua solidariedade. Já passou da hora de por um fim na violência que a Crocobeach tem cometido contra os ambulantes da Praia do Futuro. O último episódio foi assim:
Sábado de calor, o sol a pino queimando a pele, os pés se enterram na areia fina a cada passo e o correr das horas torna o carrinho de picolé mais e mais pesado. De repente surgem seguranças truculentos ameaçando, atacando e agredindo um pai de família que vendia picolé pardal. Os funcionários da barraca agrediram de forma covarde e traiçoeira este senhor que acabou estendido na areia, machucado e humilhado. O vendedor tinha ido até uma mesa, pegar os três reais provinientes da venda de picolé. Somente isso.
Não, não foi um caso de descontrole dos seguranças e muito menos um caso isolado, como a direção da barraca afirma. Foram ordens dadas pela direção da Crocobeach que se acham no direito de suprimir o direito alheio com covardia e violência. Não foi a primeira vez. O homem estava trabalhando, tentando tocar a vida como você, e eu fazemos no dia a dia.
Há tempos a barraca de praia Crocobeach, além do usufruto do espaço público, nos envergonha ao agredir os ambulantes que ganham a vida enfrentando o sol forte e as areias quentes da Praia do Futuro.
Este triste episódio já aconteceu outras vezes, mas podemos (e devemos) garantir que tenha sido a última!
Para isso neste domingo, 30 de Abril, às 9:00hs, vamos a Crocobeach! Traga uma bela bacia de farofa, piabinha frita, kisuco e sinta o inconfundível gosto da justiça!"
 
Várias pessoas estiveram presentes, mas ficaram de forma isolada, faltou mais organização, mas o que valeu foi o resultado importante e satisfatório. 
Teve também o apoio e a presença da galera da CUT, SIGABAM, que de forma esclarecedora, contou fatos esclarecedores de problemas já vivenciados nesta barraca Crocobeach.
 
Houve o apoio da LOCABAN com os banheiros químicos para o evento na praia e a presença do Professor Universitário, também militante do PCdoB, defensor das causas sociais e ex-secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza, o senhor Carlos Campelo Costa Junior.
 
No vídeo, podemos observar que houveram várias acusações até mesmo de trabalhadores ambulantes que também já foram vítimas da Crocobeach... Confira o vídeo.
 

A população está indignada e revoltada com essa situação.

Fiquei por horas ouvindo relatos dos ambulantes (disse um dos participantes) e todos foram claros, a Crocobeach ameaça, bate, e se for preciso, fazem coisas piores que vocês não vão acreditar”. Ele apenas relatou o medo de um dos ambulantes, que preferiu não gravar e nem fazer nenhuma imagem com medo de represálias...

ENTENDA O CASO

Um vendedor ambulante foi agredido na Praia do Futuro por seguranças da barraca Crocobeach, enquanto trabalhava no sábado, 22 de abril. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o trabalhador, que vende picolés da empresa Pardal, é agredido com tapas, empurrões e um soco covarde e traiçoeiro, até cair na areia. Os agressores, segundo relatos, seriam seguranças da Barraca Crocobeach.
 
"Agora está trabalhando?", perguntam os agressores enquanto acuam o vendedor que afirma estar apenas trabalhando na faixa de areia. Os homens empurram o homem e o mandam ir embora pois, segundo dizem no vídeo, aquela área pertece a eles. Em seguida, o vendedor recebe tapas e empurrões e é atingido por um soco que o derruba no chão. Os homens deixam o local e o vendedor recebe ajuda de uma mulher.
 
Com a repercussão do vídeo (AQUI) da agressão ao vendedor de picolé, que aconteceu no último final de semana, o Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) ficou de apresentar, na terça-feira (25), um requerimento à Justiça Federal. A intenção é que seja aplicada, de imediato, multa ao proprietário da barraca, por descumprimento de sentença judicial que determina que o estabelecimento não pode impedir o comércio de ambulantes na praia.
 
O empresário Argemiro Guidolin Filho, proprietário da barraca, já era alvo de uma Ação Civil Pública, que tramita no MPF/CE desde 2013, em que a Crocobeach é citada por impedir que vendedores ambulantes transitem na barraca, com ações violentas por parte dos seguranças.
 
A decisão já foi proferida pelo juiz federal da 3º Vara Federal George Marmelstein Lima. Em caso de descumprimento, estabelece uma multa diária de R$ 5 mil. Além de não poder impedir o comércio de produtos não concorrentes aos da barraca, o estabelecimento também não pode se negar a vender produtos aos ambulantes e nem impedir o acesso e o trânsito de pessoas à área de praia e ao mar, segundo a sentença.
 
O procurador geral da Advocacia-Geral da União (AGU), que defende na Justiça Federal a remoção das 154 barracas da Praia do Futuro, se pronunciou sobre o caso. Marcelo Eugênio Feitosa Almeida garantiu que a AGU está ciente dos fatos e analisando as imagens para adotar as medidas cabíveis contra os responsáveis para garantir o uso comum da área da praia.
 
Tem também o vídeo abaixo com dois ambulantes que relatam os maus tratos, perseguições, ameaças e intimidações que sofrem no dia de trabalho, e que apenas buscam sua sobrevivência de sol a sol.
 
 
Esse estabelecimento comercial ocupa área de domínio público e usam como se fosse privado. Isso fere o princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio da fruição do bem público.
 
O art.10 da Lei 7.661/88 – Plano de Gerenciamento Costeiro, diz que: As praias são bens públicos de uso comum do seu povo, sendo assegurado o livre e franco acesso.
 

Tags: Ceará praia Fortaleza - Ceará Barraca Crocobeach agressão vendedores ambulantes manifestação pública

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