EDITOR RESPONSÁVEL: JORNALISTA CLOVIS ALMEIDA - MTE/3416 - CE

O mundo pode estar próximo da 3ª Guerra Mundial?

 
A tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte aumentou recentemente, com agressões e advertências verbais, além de alguns movimentos militares, o que gerou uma preocupação sobre uma nova crise entre duas potências nucleares. 
 
Um site oficial norte-coreano advertiu os EUA de que serão "varridos da face da Terra" se desencadearem uma guerra na península. A Coreia do Norte ameaçou aumentar os testes de mísseis diante de ameaças dos Estados Unidos.
 
Veículos de comunicação como o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian chegaram a citar a possibilidade de um conflito e compararam o momento atual como a Crise dos Mísseis de Cuba, de 1962. Afinal, seria essa a crise nuclear mais preocupante em 50 anos?
 
Especialistas ouvidos pela BBC divergem sobre as chances reais de um confronto mais acirrado - e potencialmente destrutivo - entre Washington e Pyongyang.
 
Há um consenso de que a solução militar não seria a melhor para as diferenças entre os dois países e que, assim como fizeram soviéticos e americanos há quase 55 anos, Donald Trump e Kim Jong-un resolverão seus problemas na mesa de negociações.

O conflito

           Porta-aviões nuclear USS Carl Vinson dos EUA                   Arsenal militar de mísseis nucleares da Corea do Norte
 
A crise atual se intensificou em 8 de abril, quando, após um teste de míssil frustrado pela Coreia do Norte, Trump disse ter enviado uma "armada muito poderosa" para a península coreana, uma referência ao porta-aviões USS Carl Vinson e um grupo tático.
 
Por sua vez, o Exército norte-coreano exibiu no último fim de semana seu arsenal militar e tentou fazer um novo teste de mísseis de médio alcance. O exercício falhou novamemnte - o dispositivo explodiu pouco após o lançamento.
 
A resposta da Coreia do Norte foi breve, vinda de um alto diplomata do país: "Se os Estados Unidos planejam uma ofensiva militar, vamos reagir com um ataque nuclear preventivo".
 
A escalada de tensão alcançou um nível já considerado por alguns como a maior ameaça nuclear em 50 anos. O The New York Times classificou como uma "Crise dos Mísseis de Cuba em câmera lenta". "Quando as ambições nacionais, o ego pessoal e um arsenal mortífero se misturam, as possibilidades de erro de cálculo se multiplicam", disse o jornal .
 
Já o The Guardian afirmou que "nesse momento, a maioria das armas nucleares do mundo estão nas mãos de homens para quem a ideia de usá-las está se tornando factível", numa referência a Jong-um, Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.
 
No sábado (22), o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, anunciou que o porta-aviões Carl Vinson chega "dentro de alguns dias, até o final de abril" ao mar do Japão, quando são insistentes os rumores sobre um possível sexto ensaio nuclear norte-coreano.
 
Pyongyang, que sonha construir um míssil capaz de atingir o continente americano, tem multiplicado nos últimos tempos as declarações incendiárias e realizou dois ensaios de mísseis desde o início do mês.
 
Numa série de editoriais, o jornal Rodong Sinmun, porta-voz do partido único no poder, explica que as forças norte-coreanas não estão impressionadas com a chegada iminente do porta-aviões norte-americano que constitui "uma chantagem militar sem disfarces".
 
As forças norte-coreanas estão prontas para "afundar o porta-aviões nuclear norte-americano com um único ataque", escreveu o jornal no domingo.
 
O 'site' de propaganda Uriminzokkiri considera que o envio do Carl Vinson é uma declaração de guerra. "É a prova de que uma invasão da Coreia do Norte fica mais próxima todos os dias", referiu.
 
Num editorial apresentado como tendo sido escrito por um oficial do exército, o 'site' alerta Washington para não confundir a Coreia do Norte com a Síria, que não lançou um "contra-ataque imediato" após um ataque dos Estados Unidos a uma base aérea síria no início do mês. E vai mais além: A Coreia do Norte "poderia destruir o mundo com apenas três bombas".
 
Em caso de ataque à Coreia do Norte, "o mundo verá como os porta-aviões inconscientes de Washington são reduzidos a pedaços de aço e naufragam e como um país chamado América é varrido da face da Terra", adianta.
 
Pence, que terminou uma viagem à região, declarou, como outros responsáveis norte-americanos, que face às ambições nucleares norte-coreanas "todas as opções estão sobre a mesa", incluindo a militar.

Tags: mundo presidente americano donald trump EUA coreia do norte guerra nuclear kim jong-un 3ª guerra mundial

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